Outubro Rosa e a importância da prevenção

O mês de outubro, tem um apelo todo especial para mim. Além de ser o mês onde se comemora o dia das crianças – que são o foco e inspiração do meu trabalho -, é também o mês que foi mundialmente escolhido para simbolizar a luta contra o câncer de mama: é o outubro rosa. Neste mês, muitos prédios se “vestem” de rosa e muitas empresas, governos e entidades realizam atividades voltadas para aumentar o conhecimento sobre a doença e para a realização de exames gratuitos.

Eu vivi na pele esta questão e sei bem a importância do diagnóstico precoce.

Em 2015, no alto de meus 37 anos e após uma mamografia de rotina, fui diagnosticada com um câncer de mama agressivo de quase 9 cm. Quando abri o exame e li no laudo a palavra carcinoma, fiquei chocada. No ano anterior eu havia feito mamografia e não havia nem sombra de algo errado, não tenho histórico familiar nem faço parte do que os médicos chamam de grupo de risco. E, no entanto, lá estava eu com o laudo na mão e o coração apertado. Nem chorei (o choro veio mais tarde naquele dia) – acho que estava tão passada que nem conseguia acreditar no que havia acabado de ler. Mas decidi agir, depois de uns 5 minutinhos digerindo aquela palavra, liguei para minha ginecologista e pedi para ser atendida no mesmo imediatamente. De lá, passei direto num mastologista e, em seguida, no oncologista.

 

É claro que a palavra câncer sempre causa medo. Medo de não conseguirmos realizar nossos sonhos, de não ver os filhos crescerem e, o pior, de deixá-los crescer sem mãe. Mas esses medos não me paralisaram. Apenas me impulsionaram a iniciar o tratamento o mais rápido possível e a encarar a doença de frente.

Em março de 2016, depois de várias sessões de quimioterapia, dupla mastectomia e outras tantas sessões de radioterapia, meu tratamento se encerrou. Faço consultas a cada 3 meses só para garantir que está tudo 100%. Meus cabelos já estão compridos novamente (já passaram do ombro!), criei uma empresa e desenvolvi produtos únicos voltados para a educação emocional (a mesma que me garantiu tranquilidade para enfrentar todo o tratamento).

 

Realizei e conquistei muito depois do meu tratamento, o que comprova que o câncer não é uma sentença de morte como já foi no passado. Mas o sucesso do tratamento dependeu não só da minha força de vontade e da seriedade dos médicos que me acompanharam. Dependeu também daquele diagnóstico rotineiro que fiz: foi ele que me salvou. Apesar de bem grande, o tumor que apareceu na minha mama não era perceptível ao toque. Ele estava espalhado, infiltrado e escondido. A mamografia de rotina foi peça fundamental para o meu diagnóstico e tratamento de sucesso.

Então, o apelo que faço aqui é que as mulheres se toquem, realizem o autoexame e também a mamografia preventiva. Um não exclui o outro, combinado?

 

Ah! E não tem desculpa para não realizar a mamo neste mês. Três instituições se uniram e desenvolveram o projeto “O futebol contra o câncer de mama – Marque esse gol” e estão realizando mamografias gratuitamente em alguns estádios de futebol. É só se inscrever aqui: http://www.marqueessegol.com.br/agendar.html

 

Não deixe essa oportunidade passar. Encare de peito aberto o OUTUBRO ROSA.

 

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